Morte ao Vivo (1996)

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Morte a0 Vivo (Tesis)

1996 / Espanha / 125 min / Direção: Alejandro Amenábar / Roteiro: Alejandro Amenábar / Produção: José Luis Cuerda; Ricardo Steinberg (Coprodutor); Alejandro Amenábar, Hans Burmann, Wolfgang Burmann, Julio Madurga, María Elena Sáinz de Rozas; José Luis Cuerda, Emiliano Otegui / Elenco: Ana Torrent, Fele Martínez, Eduardo Noriega, Xabier Elorriaga, Miguel Picazo, Nieves Herranz, Rosa Campillo

Você deve conhecer o diretor chileno Alejandro Amenábar por filmes como “Os Outros” que é um pouco esquecido em sua filmografia e da Nicole Kidman, mas é um filme fantástico. Ele também fez outras produções incríveis como “Mar Adentro” e a versão espanhola de “Vanilla Sky” o “Abra os Olhos”. Mas o seu primeiro filme foi “Morte ao Vivo”, escrito pelo próprio Amenábar. A história é um “Giallo” que se mistura com um mistério ao melhor estilo Dario Argento ou do próprio Cronenberg da forma como ele faz uma crítica ao filmes violentos, coisa que também lembra outro filme que é “Videodrome”.1405869659_3Em “Tesis” o nome original, acompanhamos uma aluna que está se formando no curso de cinema e como “tese” ou tcc ela vai falar de filmes violentos. Angela (Ana Torrente) procura seu professor que está orientando e pede para ela alguns filmes na biblioteca da faculdade. Seu professor então acha sem querer um vídeo, ou melhor, um “snuff”. Depois da morte desse professor Angela pega a fita e descobre que o que está gravado é um assassinato de verdade e também a vitima é uma aluna da faculdade que sumiu há dois anos. Com a ajuda de um “freak” em filmes de terror, ela consegue decifrar algumas coisas relacionada a esse mercado negro de VHS.

O filme é muito bem construído e consegue explorar muito bem esse mistério em torno dessa indústria clandestina. A ambientação e esse clima de espionagem, investigação e ainda reviravoltas mostra não só a ótima direção e estréia Alejandro Amenábar na direção como também seu talento para roteiro. As atuações são incríveis, Fele Martínez que faz Chema o amigo freak faz um bom papel quando mostra o poder de ser cinéfilo em filmes. Mas nossa que filme incrível. Gostei bastante de toda a temática e também de como o diretor trabalhou na história. Esse filme independe consegue fazer uma crítica extraordinária aos filmes violentos. Já que estamos nos anos 90 e o VHS está no seu auge e o consumo ilegal desse material está em níveis altíssimos. Como lembra o albergue do Eli Roth e também as histórias da Deep web, outro fato também é como ele faz uma leve homenagem a “Canibal Holocausto” do diretor Ruggero Deodata, que usa o snuff também como pano de fundo para contar sua história e 8mm do Nicolas Cage que tem a mesma temática de filme encontrado que usa algo maior para se contar depois.

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“Morte ao Vivo” foi um elogio de publico, faturou bastante e revelou os filmes espanhóis para o mundo e também o próprio Alejandro Amenábar ficou bem conhecido e pode fazer outros filmes fantásticos que Hollywood plagiou descaradamente depois. Mas assista o filme e procure os snuff se tiver coragem, ou melhor não. Uma coisa é certeira como essa pequena produção dos anos 90, espanhola e de baixo orçamento. Mostra como o mercado negro de filmes ainda é uma coisa palpável para fazer um ótimo filme como esse. Parte superior do formulário

Nota:       

Assista o filme completo pelo baixe o filme com Legenda + Filme

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