The Forbin Project (1970)

 

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1970/ E.U.A / 100 min / Direção: Joseph Sargent / Roteiro: James Bridges e D.F. Jones (Livro) / Produção: Stanley Chase / Elenco: Eric Braeden,Susan Clark, Gordon Pinsent, William Schallert, Georg Stanford Brown, Martin E. Brooks e Marion Ross

Um dos maiores trunfos da ficção cientifica é a possibilidade de criar um universo “utópico”, independente da realidade onde você se encontra. Também podemos ser apresentados a tecnologia que pode evoluir muito. Dois exemplos são os clássicos da ficção Cientifica “2001 – Uma odisseia no espaço” a obra-prima de Stanley Kubrick, também temos “Blade Runner” de Ridley Scott. Bem eu citei esses dois filmes pela seguinte razão, primeiro por tratar a humanidade como pano de fundo e segundo porque é a evolução, tanto que nos dois filmes andróides ou robôs tentam controlar a humanidade, e usam o intelecto para isso, mas são rebaixados pela força humana. Ou seja, a força ainda vencendo a razão.

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O filme “Colossus” apresenta outra óptica sobre robôs e humanos. É interessante como ele coloca sua visão e ambições no limite da emoção humana. Com uma história muito boa e interessante, o filme se surpreende com o seu final. A história se passa durante a guerra fria, os Estados Unidos da América junto com o Dr. Charles Forbin (Eric Braeden) criam um super computador para poder controlar a defesa do país, então “Colossus” é apresentado ao mundo. Parcialmente ele é visto como uma simples máquina para poder servir de proteção, e aos poucos ele começa a criar uma inteligência artificial que sai da sua programação normal. Mais tarde descobrimos que a Rússia também cria um super computador para poder proteger seu país, e Colossus entra em contato com essa máquina, e os dois começam a conversar. É interessante o conceito de como eles começam se comunicar, primeiro com a tabuada e depois passando para equações mais complexas e finalmente chegando a números binários. Então mais e mais os dois computadores vão ficando mais inteligentes e evoluindo.

É incrível como vemos algumas similaridades com filmes de hoje como “Exterminador do Futuro” quando James Cameron cita a “Skynet”, basicamente é a “Colossus”, talvez possam ser essas uma continuidade de história, principalmente pelo final que citei, podemos talvez imaginar que o filme de Cameron seja uma continuação de “The Forbin Project”. Aos poucos vemos que não temos saída em frente de uma inteligência que já determinou todos os movimentos da humanidade. O interessante é como em uma cena o doutor Forbin está jogando xadrez com “Colossus”, mas as peças invés de ser as peças normais é na verdade alguns objetos achados, como se ele tivesse involuído, ou melhor, tínhamos voltado a habitar as arvores. É legal perceber essas características que o filme apresenta menos que sejam por olhares ou por pequenas situações, ela deixa tudo mais interessante.colossus-the-forbin-project-994881l

O filme acaba da forma mais catastrófica possível, é como tinha dito no começo dessa crítica, de como a ficção pode criar um universo utópico. A utopia que “Colossus” propõe apesar de ser uma boa causa como de extinguir a fome, guerra e outros males da humanidade ele só pede em troca obediência a ele, mas extingue a liberdade. No ponto psicológico e filosófico é interessante trabalhar esses pontos, uma vida perfeita sem liberdade. Será que é possível? Ou é mais um egoísmo humano ou orgulho de ser sucumbido por uma máquina. Esses conceitos não são respondidos no filme, mas é legal pensar nele depois.

O filme infelizmente vai ganhar um “remake” estrelado por Will Smith, e vamos dizer que vai ser ruim, já que alguns conceitos do filme vão ser obliterados e deixando ele mais burro.

Um bom filme com um ótimo desenvolvimento, e uma trama poderosa que merece ser visto e revisto. E claro se divertir ou filosofar com esse pensamento da “liberdade”. Um clássico da ficção, que realmente não perde em serem comparados com 2001, Blade Runner, Metrópoles e Solaris. Um ótimo clássico da ficção cientifica e da utopia.

Nota:     

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O Massacre da Serra Elétrica (2003)

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2003 / E.U.A / 98 min / Direção: Marcus Nispel / Roteiro: Kim Henkel, Tobe Hooper e Scott Kosar / Produção: Michael Bay, Tobe Hooper, Kim Henkel e Mike Fleiss / Elenco: Jessica Biel, Erica Leerhsen, Eric Balfour, Andrew Bryniarski, R. Lee Ermey

Lembro quando eu vi o “remake” do Massacre na casa de um amigo em 2004. Achei o filme um saco. Talvez tenha achado isso porque era mais novo e estava mais interessado em ver os peitos da Jessica Biel molhados em cena do que um cara com uma mascara correndo atrás de jovens como num episodio do “Scooby-Doo”. Mas bem o problema é que o filme é muito bem feito. Usando uma frase que aparece no “Pânico 2” de 1997 “Não devemos desrespeitar os clássicos”. Claro que essa versão não se compara em nada com o original lançado em 1974 de Tobe Hooper.Teens

O remake começa no mesmo ano que o filme foi lançado em 1973. Mas com algumas diferenças, se no original temos aquela musica horripilante no começo. Nesse temos uma espécie de gravação encontrada com uma narração. Esse começo de filme foi bem pensado porque já introduz o que podemos esperar. O policial que desce até o porão mostra o lugar onde aconteciam os assassinatos. Lá ele começa a mostrar pequenas coisas que vai levantado nossa curiosidade e também angustia com o filme. Aos poucos vamos vendo arranhões na parede, peles e orelhas jogadas na escada e o couro cabeludo de alguém pregado na porta. Gostei que se distanciou um pouco do original e conseguiram levantar um outro animo para essa nova geração.

Outro fator são os atores, a maravilhosa Jessica Biel é atriz principal. Ela tem uma excelente atuação, as caras dela são maravilhosas no filme e também o elenco secundário completa a trama. Com atores “bonitinhos” de começo de carreira como Eric Balfour, Mike Vogel e Erica Leerhsen que tem boas atuações e da uma revigorada na trama. O diretor alemão que Marcus Nispel dirigi o filme, e surpreende por ser seu primeiro filme. Uma das coisas que mais se afasta do primeiro filme são a fotografia que está espetacular e também os enquadramentos que estão espetaculares. Kim Henkel e o próprio Tobe Hooper participam do filme com roteiro e a produção desse remake.the_texas_chainsaw_massacre_2003-3-1

O filme em si é muito bom, mas claro que o original é melhor, destaco a questão da narrativa que flui mais e não deixa as coisas mais complexadas como de 2003. As ações do atores e a direção apesar de ser mais cru são mais verdadeiras do que o remake e claro que temos sangue de verdade e não coisas “fakes”. Os pontos positivos é que as atuações não são de se jogar fora, o leatherface está mais “idiota”, mas do mesmo jeito mais sombrio. O problema é que o roteiro não explora a família, temos algumas coisas apresentando a família “freak” do Texas. Mas sinceramente aquela família dos anos 70 era muito mais terrível e também eram CANIBAIS! O que ganha em disparado com essa versão.

Recomendo o filme pra quem quer levar uns sustos e também se divertir com os amigos vendo essa versão, coisa que fiz em 2004. Mas veja o original de 1974 e também a parte 2 que saiu em 1986 que é mais um “terrir” do que qualquer outra coisa. Uma pena que a “mitologia” serra elétrica tenha se destroçado tão fácil e tenha saído tantas coisas bizarras como o próprio Leatherface. Mas fazer o que né? Pior que os assassinos é a indústria cinematográfica. E esses sim não perdoam ninguém.

Nota:     

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O Exorcista III (1990)

 

 

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O Exorcista III (The Exorcist III)

1990 / EUA / 110 min / Direção: William Peter Blatty / Roteiro: William Peter Blatty (baseado em seu livro) / Produção: Carter DeHaven; Steve Jaffe (Produtor Associado); Joe Roth, James G. Robinson (Produtor Executivo) / Elenco: George C. Scott, Ed Flanders, Brad Dourif, Jason Miller, Nicol Williamson, Scott Wilson, Nancy Fish

Pra fechar a trilogia de “O Exorcista” que começou com o maravilhoso filme de William Friedkin e despencou feio na seqüência que foi o “Exorcista – O Herege” do diretor John Boorman. Finalmente a ultima parte faz jus ao fenômeno que foi esse filme no começo dos anos 70 e fez o terror ser respeitado como um gênero sério. O filme que usa mais do suspense que o terror e o sobrenatural para narrar à história. Não é atoa que ele ia se chamar “Legião”, coisa que faz mais sentido.

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O filme consegue ser muito superior que o segundo e em minha opinião empata com o primeiro em alguns pontos. O filme pega muito que outras produções vão usar como referencia como um assassino de coisas especifica que foi o “serial killer” de “Seven” ou também “O Colecionador de Ossos”.  Kinderman que é vivido pelo ator George C. Scott, faz um tenente da policia que procura um assassino que corta a cabeça das pessoas e faz outras bizarrices também. Coisas como costurar terços dentro do corpo de suas vitimas. As pistas são poucas, mas quando seu melhor amigo o padre Dyer (Nicol Williamson) vai parar no hospital e vira vitima do assassino, outras coisas começam a surgir na frente do tenente como o próprio medo de ter cometido um engano, quando um antigo assassino aparece em cena.

“O Assassino dos Gêmeos” no qual o tenente tinha encerrado o caso alguns anos antes ressurge dentro do hospital. Ele está internado na área do manicômio. A direção de William Peter Blatty, que também é roteirista desse filme e do primeiro e o escritor do livro. Consegue fazer uma excelente direção. A fotografia e os jogos de luzes com a própria edição do filme ficou espetacular. Na cena em que vemos claramente o padre Karras (Jason Miller), sim o padre que se jogou da janela e rolou a escadaria no final do “Exorcista” de 1973 aparece no filme, mas quando ele diz que o tenente precisa enxergar as coisas com os olhos da fé, vemos a expressão de Karras mudar e sua transformação ir para o ator Brad Dourif que é mais conhecido pela dublagem do boneco “Chucky” dos filmes “Brinquedo Assassino”. Mas claro que se lembrar dele só por esses filmes é injusto Dourif fez excelentes filmes e sua interpretação em “O Exorcista” comprova isso.

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O filme vale também pelos seus efeitos que estão arrepiantes. Logo na primeira cena vemos uma estatua de Jesus abrindo os olhos, um céu bizarro cheio de anjos estranhos, estatuas vivas que matam pessoas e isso é só o começo. O filme consegue ser mais bizarro no bom sentindo quando vemos que ele se aprofunda ainda mais em questões do primeiro filme, quando o padre Karras está com o demônio no corpo e se mata, na verdade ele não está livre e sim ainda condenado no inferno e o tenente aparece para salva-lo. Essa ultima parte encerra várias questões interessantes que o primeiro filme coloca e o diretor conseguiu aumentar o leque. Um excelente filme que não recebeu a devida atenção e foi ignorado principalmente quando entregaram o premio “Framboesa de Ouro” para o George C. Scott.

Uma pena o filme ser ignorado assim porque realmente mostrou como fazer um ótimo filme, esquecer a seqüência horrível que foi a parte dois e construir uma nova mitologia do nada. “O Exorcista III” para mim é uma obra de arte que mostra como equilibrar vários elementos como o terror e o suspense. Vale muito a pena ser assistido e claro relembrado.

Nota:      

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Morte ao Vivo (1996)

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1996 / Espanha / 125 min / Direção: Alejandro Amenábar / Roteiro: Alejandro Amenábar / Produção: José Luis Cuerda; Ricardo Steinberg (Coprodutor); Alejandro Amenábar, Hans Burmann, Wolfgang Burmann, Julio Madurga, María Elena Sáinz de Rozas; José Luis Cuerda, Emiliano Otegui / Elenco: Ana Torrent, Fele Martínez, Eduardo Noriega, Xabier Elorriaga, Miguel Picazo, Nieves Herranz, Rosa Campillo

Você deve conhecer o diretor chileno Alejandro Amenábar por filmes como “Os Outros” que é um pouco esquecido em sua filmografia e da Nicole Kidman, mas é um filme fantástico. Ele também fez outras produções incríveis como “Mar Adentro” e a versão espanhola de “Vanilla Sky” o “Abra os Olhos”. Mas o seu primeiro filme foi “Morte ao Vivo”, escrito pelo próprio Amenábar. A história é um “Giallo” que se mistura com um mistério ao melhor estilo Dario Argento ou do próprio Cronenberg da forma como ele faz uma crítica ao filmes violentos, coisa que também lembra outro filme que é “Videodrome”.1405869659_3Em “Tesis” o nome original, acompanhamos uma aluna que está se formando no curso de cinema e como “tese” ou tcc ela vai falar de filmes violentos. Angela (Ana Torrente) procura seu professor que está orientando e pede para ela alguns filmes na biblioteca da faculdade. Seu professor então acha sem querer um vídeo, ou melhor, um “snuff”. Depois da morte desse professor Angela pega a fita e descobre que o que está gravado é um assassinato de verdade e também a vitima é uma aluna da faculdade que sumiu há dois anos. Com a ajuda de um “freak” em filmes de terror, ela consegue decifrar algumas coisas relacionada a esse mercado negro de VHS.

O filme é muito bem construído e consegue explorar muito bem esse mistério em torno dessa indústria clandestina. A ambientação e esse clima de espionagem, investigação e ainda reviravoltas mostra não só a ótima direção e estréia Alejandro Amenábar na direção como também seu talento para roteiro. As atuações são incríveis, Fele Martínez que faz Chema o amigo freak faz um bom papel quando mostra o poder de ser cinéfilo em filmes. Mas nossa que filme incrível. Gostei bastante de toda a temática e também de como o diretor trabalhou na história. Esse filme independe consegue fazer uma crítica extraordinária aos filmes violentos. Já que estamos nos anos 90 e o VHS está no seu auge e o consumo ilegal desse material está em níveis altíssimos. Como lembra o albergue do Eli Roth e também as histórias da Deep web, outro fato também é como ele faz uma leve homenagem a “Canibal Holocausto” do diretor Ruggero Deodata, que usa o snuff também como pano de fundo para contar sua história e 8mm do Nicolas Cage que tem a mesma temática de filme encontrado que usa algo maior para se contar depois.

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“Morte ao Vivo” foi um elogio de publico, faturou bastante e revelou os filmes espanhóis para o mundo e também o próprio Alejandro Amenábar ficou bem conhecido e pode fazer outros filmes fantásticos que Hollywood plagiou descaradamente depois. Mas assista o filme e procure os snuff se tiver coragem, ou melhor não. Uma coisa é certeira como essa pequena produção dos anos 90, espanhola e de baixo orçamento. Mostra como o mercado negro de filmes ainda é uma coisa palpável para fazer um ótimo filme como esse. Parte superior do formulário

Nota:       

Assista o filme completo pelo baixe o filme com Legenda + Filme