Creep (2014)

creep

2014 / EUA / 82 min / Direção: Patrick Brice/ Roteiro: Patrick Brice e Mark Duplass / Produção: Jason Blum,Josh Braun,Christopher Donlon,Mark Duplass / Elenco: Patrick Brice e Mark Duplass

Uma das coisas que mais gosto do cinema em geral é claro as boas histórias, o cinema independe e pouco elenco para fazer um bom filme. Já tinha escrito aqui a crítica de “Ainda Estamos Aqui”, filme que saiu esse ano e já está concorrendo à melhor filme de terror do ano. Confesso que venho assistido muita coisa pelo Netflix, desde filmes mais clássicos de terror dos anos 50 que eles têm no catalogo como os “Atomic Horror”. Produções que falam dos horrores da radiação. Mas esse mês eles colocaram em sua grade o filme “Creep”. Um filme que foi escrito por Mark Duplass e Patrick Brice, no qual dirigi e também atua como um cinegrafista. O titulo original deveria chamar “Peachfuzz”, mas de ultima hora alteraram para “Creep” no qual tem mais a ver com o filme mesmo.

Capture

Confesso que o trailer do filme não chamou atenção o “Found footage” a técnica de se filmar no estilo documentário perdido ou achado, está tão batido e ultrapassado que não sei como produtores têm coragem de usar isso. Um dos primeiros a usar essa técnica e conseguiu disseminar um gênero foi o famoso “Canibal Holocausto” de 1979 do diretor italiano Ruggero Deodata. O filme é muito bom, mas a polemica por trás do filme foi tão grande que fez o filme virar um exagero e ser muito mais do que é. Coisa aconteceu também nos anos 90 com a “Bruxa de Blair”. Numa era pré boom da internet a lenda do filme ser verdadeiro fez os refletores se voltarem novamente para essa técnica e depois veio nos anos 2000 “Atividade Paranormal” que foi inovador com os seus efeitos e também gerou continuações. Um perigo para qualquer filme de terror. Claro que nem todos os filmes são um saco com essa técnica. Temos exemplos de excelentes filmes como “VHS”, “O Último Exorcismo”, “Cloverfield” e o terror espanhol “REC” que são uma prova de bons filmes e souberam explorar muito bem os roteiros.

Em “Creep” o filme consegue ser um misto de uma boa filmagem com uma história interessante, mas se perde com o final. Aaron (Patrick Brice), um cinegrafista que aceita um trabalho de filmar Josef (Duplass) por um dia. Começa a história com ele contando que vai morrer por causa de um tumor no cérebro e assim quer deixar registrando seus últimos passos. Aos poucos vamos descobrindo várias facetas de Josef e seu sensor de humor bobo. O que começa com um “creep” se transforma num psicopata em série. O roteiro foi bem elaborado em jogar os mistérios de uma vez na nossa cara e não enrolar muito em algumas coisas. Mas claro que tem algumas falhas, como as coisas são reveladas. É tanta coisa se jogando e se revelando que no mesmo tempo que fica bom é ruim ao ponto de não conseguirmos digerir o que acabamos de ver. Como na cena onde Aaron sonha com um lobo e no dia seguinte ele recebe uma encomenda com um lobo de pelúcia dentro. Acho que esse misto de tentar jogar com o sobrenatural deixou toda a história muito carregada. O que se consegue salvar é a edição que ficou ótima .netflix_creep_still_v2-1024x576

Ao longo do filme temos várias questões que ficam em aberta, mas não incomoda tanto para não ser um grande estrago. O interessante é que o filme vai ser uma trilogia. Então vamos ver o que nos aguarda com essa continuação. Mas é um filme legalzinho para assistir e ver que o found footage ainda consegue dar uns suspiros mesmo que seja seus últimos.

Nota:     

Baixe o filme com Aqui 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s