O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua (2013)

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2013/ EUA / 92 min / Direção: John Luessenhop / Roteiro: Adam Marcus,Debra Sullivan,Kirsten McCallion / Produção: Cyndi Brenner, Mark Burg, Christa Campbell,Jason Constantine,Jason Constantine,Danny Dimbort,Lati Grobman,Kim Henkel, Tobe Hooper / Elenco: Alexandra Daddario, Dan Yeager, Trey Songz, Keram Malicki-Sánchez, Shaun Sipos, Scott Eastwood, Bill Moseley, Gunnar Hansen, Marilyn Burns, John Dugan

É difícil continuar uma franquia depois de se fazer uma série de filmes ruins. Principalmente com o terror, que é um gênero muito maltratado nas telas. A ambição de estúdios e produtores de continuar algo chega ao cúmulo de estragar boas coisas como O Bebê de Rosemary, O Exorcista e, claro, O Massacre da Serra Elétrica, que depois do seu primeiro filme ganhou sequências que beiravam o ridículo, quase nos fazendo esquecer do seu ótimo inicio com a talentosa direção de Tobe Hooper. Depois da parte II, onde temos uma participação para lá de excêntrica do Denis Hopper, os produtores não se contendo lançaram 5 seqüências para o filme. A última foi filmada em 2003 e conta com a produção de Michael Bay, diretor dos excelentes Tranformers e Amargeddon. Mas depois das sofridas continuações, finalmente podemos ver uma luz no fim do túnel com a sua versão em 3D. Apesar do marketing do filme fazer um apelo para chamar essa nova geração que está acostumada com Jogos Mortais, Premonição e outros filmes “slasher movies”, o novo O Massacre da Serra Elétrica se aproxima mais do gênero cujo primeiro filme é o percussor, junto com Halloween, que estabeleceram o gênero da perseguição e do jogo de gato e rato.

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O inicio do filme é uma homenagem tanto para os antigos fãs como para situar os novos fãs, pois tem algumas cenas do antigo filme de 1974 que explicam o que aconteceu com a família de Leatherface depois do massacre ocorrido em uma noite com alguns turistas. Mas logo somos introduzidos a um mundo mais atual e conhecemos Heather Miller . Ela é a única sobrevivente da família Sawyer e descobre sua origem, já que ela foi arrancada de sua mãe e criada por uma família de caipiras. Heather descobriu por uma carta que ela herdou uma casa de uma avó de quem ela nunca ouviu falar. Decidida, ela vai atrás do seu passado, mas esse passado esconde vários segredos escuros. Acompanhado por amigos, Heather descobre a mansão de sua avó, quando ela e os amigos vão até a cidade, e deixa um cara que eles conheceram na estrada tomando conta da casa. O terror começa, primeiro porque ele assalta a casa e segundo porque ele liberta um dos maiores assassinos que o cinema já viu! Com planos dignos do original de 1974, o filme surpreende com as cenas muito mais gore e realistas. Principalmente em uma delas, em que Leatherface passa a motosserra na cintura de um cara e seu estômago e outros órgãos começam a cair, diferente do primeiro filme, onde quase não tem cenas de sangue para o padrão de um filme de terror. Ao passar do filme descobrimos que apesar de ser um vilão implacável, você consegue ter certa simpatia por ele, depois que a história da família Sawyer é descoberta por Heather. Achei isso uma falha, já que o mito que o vilão passa para a cultura pop é muito forte, pois até hoje a abertura do filme de 1974 é considerado um dos mais aterrorizantes de todos os tempos. Mas, mesmo assim, o filme consegue manter o ar de suspense.

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O fundamental para ver esse novo filme é pensar que ele não foi feito para antigas gerações, e sim para essa nova geração “Iphone” que acha que vampiros que brilham é a melhor coisa já feita. A iniciativa de deixar Leatherface mais “carinhoso” pode parecer falha e até sem sentido. Mas dentro do universo em que ele está, acaba fazendo sentido, já que como o próprio filme fala: “fazer tudo pela família”. Esse novo massacre foi filmado em 3D, mas o recurso é pouco utilizado. O que reforça o filme é sua história e a maquiagem, que está ótima. Mas, de resto, é pouco aproveitável – mas nem o original de 1974 foi aproveitado ao máximo e é um clássico.

Recomendo a todos verem o filme, sem se preocupar se ele está ofendendo uma franquia que, na verdade, está destruída há tempos. Mas me alegro em ver que, como Evil Dead, com este novo O Massacre da Serra Elétrica o gênero terror pode continuar a respirar, finalmente.

Nota:     

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