The Video Dead (1987)

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 1987 / EUA / 90 min / Direção: Robert Scott/ Roteiro: Robert Scott / Produção: Robert Scott e William S. Weiner/ Elenco: Michael St. Michaels, Roxanna Augesen e Rocky Duvall

Já viu alguma porcaria que tanto ver fica bom? Então isso resume “The Video Dead”, o filme que foi feito por Robert Scott que tem vários trabalhos de segunda unidade como diretor entre os mais famosos temos “Heroes” e “Barrados no Baile”. O filme consegue ser uma porcaria tão grande que é divertido e brinca com vários gêneros e ainda faz uma crítica social ao comportamento da classe média que vive em subúrbio e também a televisão. Nada que outros filmes mais fodas já não tenham feitos.

A crítica social é recurso que George Romero usa em todos os seus filmes. Mas ele consegue fazer isso porque ele é o Romero, inventou praticamente o gênero de zumbis e colocou as limitações e etc. Nesse humano que por várias maneiras se parece com um humano normal e isso é o pior. Se formos pensar em “Despertar dos Mortos”, aonde mortos vão ao shopping e vira a Meca do consumismo é uma crítica ou até “O Dia dos Mortos” onde os próprios mortos são mais humanos que as próprias pessoas vivas. É uma chocante realidade de comparação.

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Mas em “The Video Dead” vemos essa crítica indo pro ralo quando mortos pegam em serra elétricas e matam a todos uma forma mais bizarra que a outra. E isso envolve colocar pessoas dentro da maquina de lavar, fazer uma festa pra pessoa e cortar sua garganta e também matar o protagonista com uma serra elétrica. A produção barata fez com o filme se passasse num lugar isolado, onde a maioria das cenas se passe numa casa e também na floresta.

O filme começa com um cara recebendo uma televisão por engano e quando ele liga está passando um filme de zumbis e os mortos rompem a quarta parede e saem da televisão para a “realidade”. Na manha seguinte esse cara aparece morto. A história da um pulo e três meses depois dois garotos se mudam para a casa. Vemos que eles são sozinhos e que os pais são sempre ausentes. Mas quando eles se mudam pra lá e Jeff (Rocky Duvall) mexe na proibida TV, os mortos se agitam e invadem o subúrbio. O engraçado é o comportamento humano que eles adotam como uma zumbi pegar uma peruca e um hobby rosa, vai saber deus o porque e depois um outro que pega um óculos, e começa a adotar um estilo mais aristocrata, até pelas sua roupas e como ele aparece mais em cena do que os outros mortos. Essa critica ao ponto de vista de aceitação dentro de um lugar é interessante e vai ser isso que vai salvar a outra protagonista da história.

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Realmente é um filme muito bom.

Zoe (Roxanna Augesen), que tem uma das piores atuações que já vi no cinema se salva quando ela começa a receber os mortos e encara eles como algo vivo daquela sociedade.

“The Video Dead” está disponível na netflix. É uma daquelas pequenas coisas que você acha por acaso e se diverte vendo com os amigos ou enchendo a cara porque é a única maneira de assistir essa pérola dos filmes de zumbis. Mas é engraçado pelo menos e isso já se vale pelo filme. Claro que temos a matança com a serra e zumbis que tem medo de espelhos. Algo realmente interessante para se colocar na narrativa. Mas assista e comprove o trash na sua melhor forma.

Nota:     

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Pague para Entrar, Reze para Sair (1981)

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Pague para Entrar, Reze para Sair (The Funhouse)

1981 / EUA / 96 min / Direção: Tobe Hooper / Roteiro: Lawrence Block / Produção: Steven Bernhardt e Derek Power, Brad Neufeld (Produtor Associado), Mark L. Lester e Mace Neufeld (Produtores Executivos) /Elenco: Elizabeth Berridge, Shawn Carson, Cooper Huckabee, Largo Woodruf, Miles Chapin, David Carson, Kevin Conway, Sylvia Miles

Tobe Hooper é o diretor de vários clássicos do cinema como “O Massacre da Serra Elétrica”, “Poltergeist: O Fenômeno”, “Força Sinistra” e a mini-serie para a televisão de “Salem’s Lot” do livro de Stephen King.  Mas em “Pague para Entrar, Reze para Sair” um filme que recebeu uma ótima tradução de seu titulo que com certeza é melhor que “Funhouse”. A produção de Hooper é uma pequena homenagem ao horror.

O filme começa com um plano detalhe que lembra “Halloween” de John Carpeter, até quando o assassino pega uma máscara de palhaço e a veste. Passando por vários detalhes no quarto de um garoto. Vemos que ele é fascinado pelo terror. Com vários pôsteres de filmes de terror como “Frankstein” de Boris Karloff e “Drácula” do Bela Lugosi, coisa que fica mais evidente depois dentro do parque quando temos uma ótima aula de história sobre o empalador da Transilvânia.  Com várias referencias até com Psicose, temos também outra com “Um Passe de Mágica” de 1978 com um jovem Anthony Hopkins.

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A trama principal gira em torno de dois casais, que saem para se divertir num polemico parque no qual a relatos de assassinatos por onde eles passam ai já é motivo para um passeio tranqüilo e ainda para um primeiro encontro. Aos poucos o parque começa a se transformar num festival de coisas bizarras. Temos vacas de duas cabeças, fetos em jarros, mulheres levando estacadas no coração e também um strip-tease muito do tosco. Amy (Elizabeth Berridge) é uma jovem que não se encanta pelo parque, mas vai na onda de seus amigos e decidem passar a noite dentro de uma das atrações e assim se revela a verdade do parque, ou melhor dos assassinatos.  Uma berração vive lá, um garoto que nasceu com vários problemas tanto físicos como emocionais acaba matando várias pessoas por falta de um controle moral.

Mas o que é mais bizarro dentro da história é a fauna do parque, começando por uma louca que passa julgando as meninas e falando sobre deus e em seguida os apresentadores das atrações. Em uma cena no qual o irmão mais novo de Amy foge de casa para ir ao misterioso parque. Vemos que ele é capturado dentro do parque por um cara. Logo pensamos que ele se fudeu. Mas esse “fudeu” passa a ser literal mesmo. Porque a pessoa que ajuda o menino deixa a entender várias vezes que abusou do garoto. Desde quando ele fala que “deu banho nele” ou a forma como ele passa a mão na cabeça do menino. Isso deixa tudo ainda mais bizarro.funhouse

O roteiro do filme foi escrito por Lawrence Block também roteirista do filme do “Capitão America” de 1990. Assim o roteiro ganha uma conotação de “Slasher”, mesmo sem querer. Parece que Block e Hooper querem fazer uma homenagem a todos os gêneros do cinema. Podemos até pegar um pouco de expressionismo alemão se encaramos que o parque e as coisas bizarras lembram “O Gabinete do Dr. Caligari”. O assassino do filme também lembrou a criança deformada de “Phenomena” do diretor italiano Dario Argento.

Mas o que mais chamou minha atenção no filme é como Hooper consegue contar uma boa história e deixar tudo no ponto para não ficar cansativo, mesmo com a trama simples e também a história ser bem corrida, vemos que tudo se contribui ao filme ser uma grande sensação. O que não ocorre já que “Pague para Entrar, Reze para Sair” é uma produção esquecida dentro da filmografia de Tobe Hooper como para os filmes oitentista de terror. Uma pena porque o filme apesar de ter alguns erros é fantástico e vale ser visto e revisto.

E “Pague para Entrar, Reze para Sair” é uma grande homenagem ao terror, mas é contado ao seu modo essa homenagem que valoriza ainda mais a linda produção do filme e ressalta todo o talento de Hooper.

Nota:     

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Creep (2014)

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2014 / EUA / 82 min / Direção: Patrick Brice/ Roteiro: Patrick Brice e Mark Duplass / Produção: Jason Blum,Josh Braun,Christopher Donlon,Mark Duplass / Elenco: Patrick Brice e Mark Duplass

Uma das coisas que mais gosto do cinema em geral é claro as boas histórias, o cinema independe e pouco elenco para fazer um bom filme. Já tinha escrito aqui a crítica de “Ainda Estamos Aqui”, filme que saiu esse ano e já está concorrendo à melhor filme de terror do ano. Confesso que venho assistido muita coisa pelo Netflix, desde filmes mais clássicos de terror dos anos 50 que eles têm no catalogo como os “Atomic Horror”. Produções que falam dos horrores da radiação. Mas esse mês eles colocaram em sua grade o filme “Creep”. Um filme que foi escrito por Mark Duplass e Patrick Brice, no qual dirigi e também atua como um cinegrafista. O titulo original deveria chamar “Peachfuzz”, mas de ultima hora alteraram para “Creep” no qual tem mais a ver com o filme mesmo.

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Confesso que o trailer do filme não chamou atenção o “Found footage” a técnica de se filmar no estilo documentário perdido ou achado, está tão batido e ultrapassado que não sei como produtores têm coragem de usar isso. Um dos primeiros a usar essa técnica e conseguiu disseminar um gênero foi o famoso “Canibal Holocausto” de 1979 do diretor italiano Ruggero Deodata. O filme é muito bom, mas a polemica por trás do filme foi tão grande que fez o filme virar um exagero e ser muito mais do que é. Coisa aconteceu também nos anos 90 com a “Bruxa de Blair”. Numa era pré boom da internet a lenda do filme ser verdadeiro fez os refletores se voltarem novamente para essa técnica e depois veio nos anos 2000 “Atividade Paranormal” que foi inovador com os seus efeitos e também gerou continuações. Um perigo para qualquer filme de terror. Claro que nem todos os filmes são um saco com essa técnica. Temos exemplos de excelentes filmes como “VHS”, “O Último Exorcismo”, “Cloverfield” e o terror espanhol “REC” que são uma prova de bons filmes e souberam explorar muito bem os roteiros.

Em “Creep” o filme consegue ser um misto de uma boa filmagem com uma história interessante, mas se perde com o final. Aaron (Patrick Brice), um cinegrafista que aceita um trabalho de filmar Josef (Duplass) por um dia. Começa a história com ele contando que vai morrer por causa de um tumor no cérebro e assim quer deixar registrando seus últimos passos. Aos poucos vamos descobrindo várias facetas de Josef e seu sensor de humor bobo. O que começa com um “creep” se transforma num psicopata em série. O roteiro foi bem elaborado em jogar os mistérios de uma vez na nossa cara e não enrolar muito em algumas coisas. Mas claro que tem algumas falhas, como as coisas são reveladas. É tanta coisa se jogando e se revelando que no mesmo tempo que fica bom é ruim ao ponto de não conseguirmos digerir o que acabamos de ver. Como na cena onde Aaron sonha com um lobo e no dia seguinte ele recebe uma encomenda com um lobo de pelúcia dentro. Acho que esse misto de tentar jogar com o sobrenatural deixou toda a história muito carregada. O que se consegue salvar é a edição que ficou ótima .netflix_creep_still_v2-1024x576

Ao longo do filme temos várias questões que ficam em aberta, mas não incomoda tanto para não ser um grande estrago. O interessante é que o filme vai ser uma trilogia. Então vamos ver o que nos aguarda com essa continuação. Mas é um filme legalzinho para assistir e ver que o found footage ainda consegue dar uns suspiros mesmo que seja seus últimos.

Nota:     

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Tromeu e Julieta (1996)

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1996 / EUA / 107 min / Direção: Lloyd Kaufman / Roteiro: Lloyd Kaufman e James Gunn / Produção: Michael Herz,Lloyd Kaufman,Daniel Laikind,Grant Quasha e Robert Schiller / Elenco: Jane Jensen,Will Keenan,Sean Gunn,Lemmy e Tiffany Shepis

Um dos maiores estúdios independentes da America, talvez seja a “Troma”. Comandada por Lloyd Kaufman, o faz tudo. Eles fizeram clássicos ao longo dos anos e também produziram filmes como “O Monstro do Armário”, “Poultrygeist: Night of the Chicken Dead”, “ Sargento Kabukiman”, “O Vingador Tóxico” e “Class of Nuke ‘Em High”. Todos os filmes excelentes que mostra como o “trash” é maravilhoso. No esquema do “pornochanchada” brasileiro, ou melhor, o espírito do faça você mesmo. A Troma mostra como consegue fazer filmes desde os anos 70 e ainda mostra fôlego para mais coisas maravilhosas. Todo o ano Lloyd Kaufman diz que vai fechar os estúdios, mas o amor dos fãs por seus filmes mantém tudo ativo. Prova disso é a refilmagem de “Class of Nuke ‘Em High” que o primeiro filme saiu em 2013, mas por falta de dinheiro a continuação do filme ficou suspensa. Mas os fãs fizeram um esquema de arrecadação para a produção continuar de pé.tromeo1kz9

Mas voltando aos anos 90 quando Lloyd Kaufman e James Gunn (sim o diretor de “Os Guardiões da Galáxia”) escreveram uma obra-prima baseada no romance eterno que é “Romeu e Julieta” de William Shakespeare. A Troma fez sua própria “Magnus opus” que  é “Tromeu e Julieta”, o filme se passa em Nova York dos anos 90 e assim temos “clubbers”, travestis, drogados e toda aquela fauna marginal que tem espaço nos filmes dessa produtora.  No meio disso a carinhosa Juliet Capulet (Jane Jensen) vive infeliz e sendo abusada sexualmente pelo pai. Um alcoólatra porco que a prende numa caixa de vidro e também a espia quando se troca. Tromeo Que (Will Keenan), um “polha” de ótimo coração quer encontrar um amor verdadeiro. Isso é confirmado quando ele coloca um “CD-ROM” (Acho que falar isso é aprova que estamos nos anos 90 mesmo) no computador e uma atriz pornô em “Pixel” aparece e invés de sacanagens ela fala que quer casar, ter filhos e uma casa. Isso leva nosso jovem à loucura. Na próxima cena temos a famosa cena do baile onde o casal se conhece.  A partir daí a bizarrice só aumenta, vale também comentar a cena onde a “cuidadora” de Juliet tem uma cena lesbiana com ela. Apesar de ser bem explicita, Kaufman consegue a deixar engraçada.Watching1_zps4bf63954

O filme é uma nojeira só, como todos os filmes da troma são. Exemplo é o pai de Tromeo, um velho bêbado que só peida, o noivo de Juliet que é dono de um açougue então ele tem uma fascinação por carnes. Acho que uma das cenas mais nojentas do filme todo é quando ele está descontando sua raiva num porco morto e assim ele enfia a cabeça dentro do corpo do porco e vemos os “bagos” do porco caindo na cara do ator. Lembrando também que temos incesto, Sammy Capulet (Sean Gunn) que é uma nojeira só por si só e uma linda cena onde Juliet sonha com uma gravidez e quando Tromeo chega perto dela começa a sair ratos de sua barriga junto com pipoca e ator começa a comer a pipoca. Tudo que uma bela produção da Troma tem de melhor.  Lembrando que o narrador do filme é o Lemmy o vocalista do “Motorhead”.

Apesar de todas as coisas que vão fazer você desistir do filme, seu final vale muito a pena quando é revelado que Juliet e Tromeo são irmãos. Mas contra todas as estáticas, eles decidem ficar juntos e procriar.  E assim conclui uma linda história de amor onde os filhos deles nascem todos deformados, mas o que vale mesmo é a paixão e carinho que o casal mantém. Um filme recomendadíssimo para todos os fãs da Troma e do trash.E mais uma vez prova como Lloyd Kaufman é um cara genial.

Nota:     

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O Exorcista II – O Herege (1977)

 

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1977 / EUA / 118 min / Direção: John Boorman / Roteiro: William Goodhart, John Boorman e Rospo Pallenber (não creditados) / Produção: John Boorman, Richard Lederer, Charles Orme (Produtor Associado) / Elenco: Linda Blair, Richard Burton, Louise Fletcher, Max Von Sydow, Kitty Winn

A frase “tem necessidade disso” não se encaixa no vocabulário da grande indústria do entretenimento americano. E isso não muda muito, se uma coisa faz sucesso porque não esgotar até o talo com tudo. Nesse caso temos grandes franquias que foram destruídas por suas continuações como “Tubarão”, “Psicose”, “Piratas do Caribe” e “Matrix”. Tudo se esgosta e o que era bom no primeiro filme fica horrível a partir da ganância de grandes estúdios. Agora temos os “rebots” que aconteceu com “Robocop”, “Homem- Aranha” e o mais recente “Mad Max” (No ultimo caso foi uma escolha acertada, porque o filme é muito bom).

Quando “O Exorcista” foi lançado em 1973, logo virou um clássico tanto para o terror quanto para o cinema em si. Entrou para história, tanto pela sua história que é pesada, os efeitos que são chocantes e toda aquela mística em volta do filme. Como pessoas passarem mal no cinema, ser proibido em vários países e claro a masturbação com um crucifixo.  William Friedkin o diretor do primeiro filme, mostra como ele consegue comandar uma ótima história, seus atores e também a postura em não retornar para as continuações. Na segunda parte no qual temos também outro excelente diretor que é John Boorman, ele da uma escorregada e feia ao dirigir a continuação. Nossa nunca vi uma coisa tão feia, os cortes do filme são grotescos, a fotografia e efeitos uma merda e para piorar a atuação de Linda Blair, consegue cagar ainda mais.

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“O Herege” aborda as conseqüências do primeiro exorcista. Como a morte de dois padres e agora temos um novo padre que está investigando a participação de padre Merrin (Max von Sydow), que foi associado como satanista pela igreja. Assim ele vai atrás de Regan (Linda Blair), agora ela está mais velha e mora em Nova York. Ela está fazendo um tratamento psicológico com a doutora Gene Tuskin (Louise Fletcher, que tinha ganhado o Oscar alguns anos antes por “Um Estranho no Ninho”).  A partir disso vemos várias coisas acontecendo novamente, como os sinais de possessão, o espírito de Pazuzu se manifestando e também um péssimo roteiro. Resumindo o “O Exorcista II – O Herege” é uma coisa do tinhoso mesmo. Não sei como William Peter Blatty, o criador e também roteirista do primeiro filme autorizou esse desastre. Acho que não foi atoa também que ele dirigiu à parte três que só conseguiu ser produzida em 1990.Claro que nem tudo é desperdício. Apesar da péssima atuação de Linda Blair, ela está linda. Bem novinha e meio gordinha. Uma delicia. O filme vale pela curiosidade, ou melhor, se puder evitar ver esse desastre evite. Não vai perder nada. E entra junto com outra curiosidade do cinema, porque “O Exorcista 2” existe?

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Nota:     

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Shakma: A Fúria Assassina (1990)

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1990 / EUA / 100 min / Direção: Hugh Parks / Roteiro: Roger Engle / Produção: Hugh Parks, Tom Logan /Elenco: Christopher Atkins, Amanda Wyss, Ari Meyers, Roddy McDowall, Rob Edward Morris, Tre Laughlin, Greg Flowers, Ann Kymberlie, Donna Jarrett

Acho que todo mundo que acompanhou o “Cine Trash” tem uma lembrança desse filme. “Shakma” era o “A Lagoa Azul” da Band. Falando nesse fatídico filme da Globo, temos um ator que participa em ambas as produções. Christopher Atkins interpreta Sam, um estudante de medicina que estava treinando um babuíno a se comportar para vários testes. Mas com a aplicação de um soro estranho, Shakma se transforma numa verdade maquina de matar.

O filme começa com tudo, logo nas primeiras cenas vemos para que o macaco veio. Digno de um “Comando Assassino”, onde um mico de circo apronta das suas matando os inimigos do seu amado dono. Em “Shakma” o babuíno só quer matar por seu bel prazer. Então numa noite os estudantes organizam um habitual jogo de “RPG”, mas um “live-action”.  Roddy McDowall também faz parte do elenco. Um grande ator que fez grande filmes como “A Hora do Espanto”, “O Planeta dos Macacos (A versão original) e “Circulo de Ferro”.

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No decorrer do filme, vemos a merda sendo feita. Os alunos se espalham e Sam que deveria ter “matado” Shakma logo no começo do filme o deixa viver e assim coloca a vida dos seus amigos em jogo. Um a um o macaco vai matando os amigos de Sam. Mas a forma que ele os mata é o que vale o filme. Vemos unhada na cara, mordida na jugular e ainda a raiva que o babuíno tem das portas.  Um filme realmente incrível. Particularmente eu sempre torço pelos animais em filmes, independentes o quanto “evil” seja.  A pesar do tom “trash” que a produção coloca principalmente com os atores e também o roteiro. Acho a direção do filme muito bem realizada e sua fotografia também.

O que mais encanta em “Shakma” são seus atores. Os personagens são algo especial, com um elenco espetacular onde temos uma mulher que ao tentar fugir do macaco quer entrar num duto de ventilação menor que a cabeça dela, uma “princesa” que chama ajuda jogando talheres pelo prédio e claro, o figurão que decide matar o babuíno com acido, mas ele se ferra tanto que o acido acaba acertando nele mesmo. Mas ao mesmo tempo em que temos várias cenas toscas e sem sentindo mesmo. O final do filme vale por toda essa “tosqueira”.

SHAKMA, Christopher Atkins, Amanda Wyss, 1990. ©Quest Entertainment

Acho que “Shakma: A Fúria Assassina” vale ver novamente, seja pelos seus ótimos atores ou até seu roteiro brilhante. Mas uma coisa temos que concordar ver o gore sendo feito pelas mãos de um macaco é muito massa. Assista a esse macaco possuído dos infernos e veja sua infância sendo feita. E nossa que filme tosco.

Nota:     

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Guerra Mundial Z (2013)

 

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Guerra Mundial Z (World War Z)

2013 / EUA / 116 min / Direção: Marc Forster/ Roteiro: Matthew Michael Carnahan,Drew Goddard,Damon Lindelof / Produção: Brad Pitt, David Ellison,Dede Gardner,Jeremy Kleiner,Dana Goldberg,Graham King/ Elenco: Brad Pitt,Mireille Enos,James Badge Dale,Matthew Fox

Guerra mundial Z enfrentou vários problemas. Primeiro, por ter sido filmado em 2011 e só terminado em 2012, adiando seu lançamento para 2013. Segundo, esse atraso do filme causou prejuízos para os estúdios, que investiram 200 milhões de dólares na produção do longa. O roteiro é baseado em uma história de Max Brooks, que também lançou o famoso livro “Guia de sobrevivência a Zumbis”. Podemos ter como uma base do filme o seu pano de fundo, que é voltado para os problemas mais atuais, como a guerra química e a invasão americana a países estrangeiros, como o Iraque.

18rh7iulxtsijjpgBrad Pitt interpreta o ex-agente da ONU Gerry Lane, que agora que se aposentou como investigador, e se dedica à família e passa o tempo todo com eles. Mesmo sem tocar no assunto, podemos perceber que a decisão foi mais de sua esposa do que dele mesmo. Paralelamente a isso, o mundo é tomado por uma doença que faz as pessoas perderem o controle e atacar uma às outras. O governo americano interpreta o problema como um surto de raiva, e esse clima de “calamidade pública” é uma das melhores coisas do filme.

O filme basicamente lida com Brad Pitt tentando salvar o mundo, e ele mesmo, na medida do possível. A construção dos personagens é fraca e deixa a desejar. Falta algo que te motive a ver o filme. A não ser torcer que algo aconteça para que, no caso, Lane não cumpra seu objetivo. Embora a gente saiba que com todo o seu sacrifício, e bota sacrifício nisso !, ele conseguirá se livrar de todas as adversidades para que possa pensar no bem maior.

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Lane e sua família são resgatados pelo seu ex-chefe, que faz de tudo para salvar seu melhor soldado, mesmo passando por vidas e contrariando ordens. Imagino que seja arriscado mandar um helicóptero e soldados para resgatar uma família só. Mas, como de costume em filmes desse tipo, o próprio descompromisso da história com a verossimilhança nos faz aceitar mais facilmente aquela situação. Como a cena em que Lane e companhia vão se esconder num prédio e uma família de imigrantes mexicanos os acolhem. O único deles que fala inglês é um menino e logo após a família de Lane ir embora, o prédio é invadido por zumbis e o único sobrevivente é o garoto. Você chega a pensar que ele talvez seja um sociopata, porque não demonstra nenhum pingo de sentimento pela sua família morta.
Os zumbis do filme são muito bem-feitos e diferentes do que aparentavam no trailer, que lembrava muito Eu sou a Lenda. Um bom filme para introduzir alguém ao mundo de zumbis, que está tão forte na cultura em geral. Mas para veteranos que gostam de George Romero, como eu, é uma pena que exploraram tão mal o pano de fundo da história, o que poderia ter resultado num filme mais rico e original.

Nota:     

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