Martin (1976)

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 1976 / EUA / 95 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero / Produção: Richard P. Rubinstein, Patricia Bernesser e Ray Schmaus (Produtores Associados) / Elenco: John Amplas, Lincoln Maazel, Christine Forrest, Elyane Nadeau, Tom Savini

George Romero sempre foi um cara antenado, com os seus filmes, e sempre coloca algum tema polêmico neles. Porém ao invés de apontar e escancarar aquilo, ele é sempre sutil e usa um pano de fundo para tratar desses temas. Como vemos em seus filmes de zumbis que trata sobre racismo, consumismo e militarismo.

Um dos seus filmes mais esquecidos é “Martin”, talvez por fugir do tema que trouxe sua fama, como diretor e roteirista. Em Martin, Romero mostra seu maior diferencial à criatividade. Ele consegue usar o sobrenatural mais uma vez, para falar de um problema que estava em alta nas ruas dos E.U.A e que perdura até os dias de hoje: drogas,violência e a AIDS.

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A história do filme nos apresenta a Martin (John Amplas). Um estranho garoto que tem uma rara doença que não o faz envelhecer, mas em conseqüência ele tem sede de sangue, e isso o faz ser perseguido tanto por pessoas, que não entendem sua doença, como por familiares. Martin se muda para a casa de seu primo Cuda (Lincoln Maazel), um católico fervoroso que vê Martin como um vampiro e até o chama de “Nosferatus” (O filme alemão de 1922 do diretor F.W.Murnau). Sua ignorância chega ao cúmulo ao espalhar alho pela casa, crucifixo e até uma bizarra cena de exorcismo.

Martin sempre vaga pela cidade e nisso você percebe a desigualdade social e novamente o racismo, que é presente nos filmes de Romero. Os bairros de negros são os mais prejudicados com drogados, estupradores, bandidos e outras corjas. Martin percebe que no meio desse povo ele pode se passar despercebido e isso serve para vigiar as suas futuras vítimas, que normalmente são mulheres. Ele as escolhe, estuda seu comportamento e finalmente ataca. A história do vampirismo é bem estruturada e convincente, mas se analisar bem ao fundo você percebe o quanto atual é a obra, mesmo sendo realizada em 1976.

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A parte técnica do filme tem seus altos e baixos, como o continuísmo, que chega a ser triste em algumas partes e atuações bem fraquinhas. No entanto, o roteiro, a direção do Romero e claro a maquiagem do Tom Savini, seu colega em várias produções, salvam o filme.

George Romero é um ótimo cineasta e um excelente crítico social. Vale a pena sair um pouco do gênero zumbi e ver outras obras desse excelente diretor e visionário.

Nota:     

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