A Noite dos Arrepios (1986)

NIGHT OF THE CREEPS 1986 POSTER THRILL ME BY BEYOND

1986 / EUA / 88 min / Direção: Fred Dekker / Roteiro: Fred Dekker / Produção: Charles Gordon; Donna Smith (Produtora Associada); Bill Finnegan (Produtor Executivo) / Elenco: Jason Lively, Steve Marshall, Jill Whitlow, Tom Atkins, Wally Taylor, Bruce Solomon, Allan Kayser

Um clássico sempre vai ser  um clássico independente do seu lugar no cinema. Se no panteão dos filmes “A” temos “O Poderoso Chefão”, “Um Corpo que Cai” ou “Cidadão Kane” nos filmes “B” temos “Evil Dead”, “Tubarão” e “O Massacre da Serra Elétrica”. Mas um filme “B” tem que ser terror para ser considerado nessa categoria? Claro que não! Temos com um exemplo “Casablanca”, que é um clássico do cinema e tem um orçamento bem modesto e é um filme por sua natureza “B”. E ele deixa de ser bom por causa disso? Também não. Mas então o que se considera um filme ruim? Bom em minha opinião é o seu próprio julgamento moral sobre a obra. E para mim e necessariamente para os fãs de terror os filmes “B” ou melhor, mesmo os “Trash” são coisas muito valiosas com uma aura inovadora.

Bem pensando nisso destaco e trago um filme que fez cabeças explodirem nas tardes do SBT, estou falando do clássico SyFy “A Noite dos Arrepios”. O filme que tem essa pega da ficção com o terror e um pouco de comédia vira uma miscelânea de gêneros em um filme só. Fred Dekker que dirigiu também outro clássico dos anos 80 que foi “Deu a Louca nos Monstros” e no melhor “Goonies” reinventado, da vida a esse clássico B que em momento algum se leva a sério como uma super produção do gênero.  Ele homenageou seus personagens com o nome dos diretores que ele gosta como John Carpter, Tobe Hooper, David Cronenberg e James Cameron.

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Com uma boa história que foi roteirizada pelo próprio diretor, temos uma nave com um alien fugindo e nisso ele manda algumas criaturas para aterra. Ao mesmo tempo em que o começo do filme se passa nos anos 50, um psicopata aparece numa cidade e mata algumas pessoas. Tudo isso acontece numa única noite, que deixa a trama bem mais acelerada. Quando um garoto encontra essas criaturas ele é logo infectado. Mas temos um corte nessa narrativa e passamos algum tempo no futuro, ou seja, nos anos 80. Nisso somos apresentado aos protagonistas como Cris Carpenter (Jason Lively) e seu amigo J.C Hooper (Steve Marshall) que vão a uma festa e já percebemos de cara o nível dos amigos. Um bando de “loser” que não consegue se divertir sem um rabo de saia. Mas como isso é o motivacional de Cris, não podemos interromper a vontade dele. Por uma aposta para entrar numa fraternidade eles tem que roubar um corpo no necrotério e assim eles vão até lá e vemos num vidro o garoto que achou as criaturas nos anos 50.

Uma série bizarra de acontecimentos acontece e eles são levados a testemunhar o inexplicável, ou seja, “ZUMBIS”. Mas esse lance do SyFy com o terror caiu como uma luva, porque além de ser plausível a explicação de mortos vivos dentro da trama temos as claras referencias a filmes dos anos 50 como o “atomic horror” e também o “slasher” principalmente por causa do psicopata que o detetive Ray Cameron (Tom Atkins) matou quando ainda era um jovem policial. E o que vale a pena citar também o quanto incrível é esse personagem. O sarcasmo impossível dele e também as tiradas em situações tensas faz com que ele cresça bastante durante a trama.

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A situação começa a ficar tensa quando os alunos campus começam a ficar infectados e viram zumbis. O único jeito é matando eles da melhor forma possível, que vale desde tiros de 12, lança chamas e machadadas. O jovem Cris está na fraternidade feminina junto com a sua nova namorada Cynthia (Jill Whitlow) que invés de irem a um baile ou um restaurante vão enfrentar zumbis alien’s do mal. Que melhor jeito para um encontro. Mas o fato é que apesar de todo o esforço de se matar os parasitas do espaço eles conseguem escapar e assim vazam para um cemitério. Onde vemos novamente a nave do começo do filme.

A primeira vista “A Noite dos Arrepios” parece uma loucura sem fim. Mas é muito bem dirigida e contada. Os atores são o trunfo do filme e claro todo aquele gore que temos também, mas é ofuscado pela comédia que em minha opinião é a melhor coisa do filme. Usando e abusando dos efeitos práticos o diretor Fred Dekker faz um clássico dos anos 80. Que digo que é muito, mas muito melhor que melhor diretores por ai com um orçamento ilimitado e com os melhores computadores para efeitos especiais. O filme não é só uma produção barata e sim uma paixão por filmes de terror. Coisa que se falta por ai, ou quando tem é muito mal divulgado. Uma pena que esse gênero morreu nos anos 80. Mas confiram “A Noite dos Arrepios” e morra de dar risada e se assusta com esse genial filme.

Nota:      

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