V/H/S (2012)

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2012 / E.U.A / 1h 56m/ Direção: Matt Bettinelli-Olpin, David Bruckner, Tyler Gillett, Justin Martinez, Glenn McQuaid ,Radio Silence, Joe Swanberg, Chad Villella, Ti West e Adam Wingard/ Roteiro: Brad Miska,   Simon Barrett ,  David Bruckner,  Nicholas Tecosky,   Ti West ,  Glenn McQuaid,   Simon Barrett,   Radio Silence , Matt Bettinelli-Olpin,  Tyler Gillett,  Justin Martinez  e Chad Villella/ Produção: Gary Binkow e Brad Miska / Elenco: Adam Wingard, Joe Swanberg, Simon Barrett, Matt Bettinelli‑Olpin e Glenn McQuaid

“V/H/S” é um dos melhores filmes de terror do século, Não estou brincando. Se você procurar a lista dos melhores filmes de terror de todos os tempos você não vai achar nenhum filme dos anos 90 ou 2000. Isso quer dizer que não teve nenhum filme bom toda essa década? Não, tiveram vários como “O Sexto Sentido”, “Ringu” e “Pânico”.

Mas porque eu disse que esse filme é o melhor filme de terror do século? Simples, ele é despretensioso. Não segue um formula de começo, meio e fim. Ele simplesmente conta uma historia que apresenta os personagens sem ir até o fundo com eles, por exemplo: conhecer os medos, alegrias e etc… Mas o que é interessante é que ele é dividido em pequenos curtas-metragem. O que me lembrou bastante os filmes dos anos 80.

O que virou moda nos anos 2000 foi o gore ao extremo como “Jogos Mortais”. Mas “V/H/S” recupera aquilo que está faltando, àquela áurea mística em torno dos filmes de terror. Como brincar com o misticismo, mitologia e crendices populares. E tudo de uma forma que realmente você acredita em tudo que acontece no filme. Porque ele não é um filme qualquer.

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“V/H/S” é inteiro filmado em “found footage” ou câmera na mão. A história é simples um grupo de “amigos” que tem um negócio estranho. Eles tiram as roupas das mulheres à força, filmam e vendem para o mercado pornográfico. Esse grupo é contratado para invadir uma casa atrás de uma fita vhs. Quando eles entram na casa tudo está abandonado e eles acham o dono da casa morto numa cadeira e com várias televisões ligadas e algumas fitas no chão. Um dos amigos fica na sala para ver as fitas, e nisso começa aparecer coisas estranhas como vários acontecimentos bizarros envolvendo várias pessoas desdealienígenas, fantasmas, psicopatas e algumas criaturas que nem sabemos o que é e o filme não se preocupa em explicar esses detalhes, que só deixa o filme ainda mais misterioso.

Era isso que faltava nos filmes de hoje em dia, não tratar o publico como idiota. Coisa que alguns diretores ou produtoras se esqueceram.

O curta-metragem que abre o filme se chama “Amateur Night” nele somos apresentados a alguns jovens que estão curtindo uma noite na cidade e tem a pretensão de filmar a transa deles. Um dos amigos coloca uma câmera nos óculos. E assim acompanhamos a noite inteira a inda e vinda até conseguir alguma garota. No meio disso a estranha e desconhecida do grande publico “Hannah Fierman” que interpreta Lily é apresentada. Ela é levada ao quarto deles com mais uma garota bêbada. Sabemos que tem algo estranho com ela, mas depois o curta mostra que o perigo são os próprios garotos e depois volta nela, é uma tensão só. Até que descobrimos que ela é uma súcuba, essa inesperada volta só aumenta ainda mais a vontade de ver, assustar e esperar as próximas surpresas do filme.

Como na outra fita “Second Honeymoon” onde mostra um casal viajando pelo país de carro e quando eles vão para uma cidade, não estranha, mas violenta. Eles são abordados por uma mulher que pede carona para eles. Como é de noite e eles estão indo dormir, eles dizem não. E isso sempre filmado pela esposa. Percebemos também certo conflito interno no casal, por exemplo, o fato de eles estarem numa segunda lua de mel e dormirem em camas separadas. À noite a câmera é ligada e começa a filmar o marido, você pensa que é a esposa, mas quando a câmera vira e a mostra dormindo você já sente um frio na barriga. Você não sabe bem o que ela vai fazer, mas no fim não faz nada. E o final é surpreendente e muito bem elaborado.

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Mas uma das fitas que simplesmente achei a coisa mais espetacular e bem feita, e que quando acaba você ainda pensa no que aconteceu é a “10 / 31 / 98”. Onde um garoto começa a se filmar experimentando uma fantasia de “halloween”, ele sai com os amigos para uma festa. Chegando à festa, eles não encontram ninguém e aos poucos o amigo com a câmera vai percebendo coisas estranhas na casa. Até quando eles chegam numas escadas que os levam para um sótão, eles ouvem pessoas gritando e aos poucos você ouve que são orações. Pensando que ainda é uma festa e tudo não passa de uma brincadeira, eles sobem para o sótão e vê alguns homens rezando e uma mulher amarrada.

Ela pede ajuda, e aos poucos eles mesmos sacam que não se trata de nenhuma festa. Mas o legal desse curta é como ele não explica nada, desde o porquê eles irem numa festa que não tem ninguém, até entrarem no meio de um ritual. Mas o ritual é para que? E finalmente o que é aqueles eventos paranormais em volta da garota. Mas em nenhuma fita você vai obter explicações e é isso que aumenta ainda mais o mistério em torno das fitas e do próprio filme. Isso que faz tanto o V/H/S 1 e 2 um dos melhores filmes de terror do século.

Assistam e comprovem essa obra prima.

Nota: 

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