Evil Dead (2013)

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2013 / E.U.A/ 1h 32m/ Direção: Fede Alvarez / Roteiro: Fede Alvarez, Rodo Sayagues e Sam Raimi / Produção: Bruce Campbell e Sam Raimi / Elenco: Jane Levy, Shiloh Fernandez, Jessica Lucas ,Lou Taylor Pucci e Ellen Sandweiss

Uma continuação ou “remake” é sempre difícil de realizar, principalmente quando se trata de um clássico do cinema de horror. Visto pelas continuações de filmes como “O Massacre da Serra Elétrica”, “Sexta Feira 13” e até o infame “O Planeta dos Macacos”, do cada vez pior diretor de todos os tempos Tim Burton. Às vezes é difícil também um “remake” ficar tão bom quanto o original ou mesmo reformular seu universo, prova de poucos exemplos deram certo foram com filmes como: “Scarface” do diretor Brian De palma, “Cabo do Medo” de Martin Scorsese e sua versão americana de “Os Infiltrados”. Ou até mesmo Sergio Leone que realizou “Por um punhado de Dólares” com Clint Eastwood um clássico do “Wester Spaghetti”, mas ele copiou quadro a quadro “Yojimbo” do diretor Akira Kurosawa. E o resultado é espetacular, mas claro que estamos falando de deuses, não de mortais que podem cometer erros.

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Hollywood pode te amar e te condenar facilmente por qualquer erro, mas sempre tem aqueles que não ligam para os estúdios, prova disso seja Sam Raimi que dirigiu a trilogia “Homem-Aranha” e mais recentemente “Oz – Mágico e Poderoso”. Raimi começou sua carreira aos 22 anos fazendo aquela que seria sua obra-prima “Evil Dead”, mas nesse ano ele deixou a direção para o bem novato Fede Alvarez que só tinha realizado curtas-metragens. Com os trailers ficou visível que mesmo um novato conseguiu readaptar esse clássico dos filmes gore e levar o filme para outro patamar. O longa foi vendido pelo mundo como “O filme mais apavorante que você verá nessa vida”. E devo dizer que ele cumpriu o que prometeu, com a produção de Sam Raimi e a consultoria de Bruce Campebell (O nosso glorioso Ash dos filmes originais.) Um ponto legal é como o filme foi produzido sem efeitos especiais, e só com os efeitos de antigamente como o uso de maquiagem e poucos efeitos com CGI (Common Gateway Interface ou traduzindo Imagens geradas por computador).

A trama também é outro destaque Álvares deu outra visão para o filme, ele conseguiu transformar a história e deixar o espectador sem entender seu personagem principal. A trama começa já surtada, primeiro ao mostrar um ritual de exorcismo, você não sabe bem onde está sendo realizado esse ritual somente você vê gatos mortos pendurados em todos os cantos, uma mulher velha e uma garota amarrada em um tronco, logo você é levado a pensar que a mulher, vai ser estuprada ou morta em algo bizarro. Mas a história muda e te surpreende e se acostume, porque quase todo o filme é isso, pequenos “inserts” de nada do que você vê é real.

Passando um tempo cinco amigos se reúnem em uma cabana para tratar de Mia (Jane Levy), uma dependente química que desejar sair do mundo das drogas, ela é acompanhada pelos seus amigos Eric (Lou Taylor Pucci), sua enfermeira Olívia (Jéssica Lucas), pelo seu irmão que ela não vê há bastante tempo David (Shiloh Fernandez) e sua namorada Natalie (Elizabeth Blackmore). Eles encontram um porão onde se revela que o exorcismo no começo do filme foi realizado ali. O destaque principal do filme é um livro que se chama “Necromicon”, ele é uma espécie de portal para demônios virem para a terra. David e Eric descem até o porão e acham o ritual que usaram e logo em seguida o livro. Curioso Eric abre o livro e mesmo com os avisos que estão marcados de não mexer. Eric lê assim mesmo.

(l to r) Lou Taylor Pucci, Jessica Lucas, Shiloh Fernandez, Jane Levy and Elizabeth Blackmore in TriStar Pictures' horror EVIL DEAD.

Passado algum tempo e voltando com histórico de drogas de Mia, que por sinal é muito bem desenvolvido. Ela foge da cabana já que ela está se desintoxicando e rouba um carro dos seus amigos. Como ela é a mais sensível entre todos, logo começa a perceber os sinais e vê uma mulher entre a floresta, ao fugir com o carro ela bate e foge. E mantendo o clima do original, Fede Alvarez usa a câmera subjetiva (é utilizado para quando você vê o que o personagem vê naquele momento, no caso o demônio que está na floresta) para guiar o público. Mia foge e a floresta está viva! E novamente lembrando uma cena do filme original a floresta a estupra e possui sua alma. Quem já assistiu aos filmes antigos sabe que depois disso você pode esperar um banho de sangue, cenas nojentas e tensão do começo ao fim. E assim começa desde cenas de vômitos na cara, até mutilações e várias sequências que te fazem pular da cadeira.

O filme tem várias homenagens ao original como o carro de Ash que aparece abandonado na mata, o banco que tem na varada da casa, o personagem Eric que brinca com os baralhos e um colar que tem no novo filme, mas é usado em outro contexto nessa refilmagem.

Evil Dead é um filme totalmente despretensioso que acertou de mão cheia em tudo, desde direção, elenco, produção, roteiro e uso prático invés de CGI. E mais ainda um filme corajoso, ao mostrar mutilação sem efeitos especiais.

Isso é uma homenagem a velhos como eu que cresceram com o “Cine-Trash” e outros filmes de terror dos anos 80 e 90.

Confiram o filme nos melhores cinemas, leve um saquinho de vomito (porque talvez precise) e fiquem até o final do filme, fãs das antigas.

Nota: 

Baixe o filme com legenda aqui

 

 

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