A Bruma Assassina (1980)

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1980 / EUA / 89 min / Direção: John Carpenter / Roteiro: John Carpenter, Debra Hill / Produção: Debra Hill, Pegi Brotman (Produtora Associado), Barry Bernardi e Charles B. Bloch (Produtores Executivos) /Elenco: Adrienne Barbeau, Jamie Lee Curtis, Janet Leigh, John Houseman, Tom Atkins, Hal Holbrook, Charles Cyphers

John Carpenter dispensa comentários todo mundo já viu um filme dele desde “Os aventureiros do bairro proibido”, “O Enigma de outro mundo”, “Halloween” e “Fuga de Nova York”. Carpenter é conhecido por variar bem os seus temas, mas sempre mantendo uma pegada mais de terror e sobrenatural.

Como diretor Carpenter sempre mandou bem. Gravando clássicos atrás de clássicos, mas escrevendo algumas coisas duvidosas como “Halloween” do Rob Zombie e produzindo “Halloween parte 3” que consegue ser o pior filme da história.

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Quem conhece minhas críticas sabe o quanto eu elogio os filmes de terror antigos especialmente dos anos 80 como “O mostro do armário”, “Bonecas assassinas” e “ A volta dos mortos vivos”. Em “The Fog” que no Brasil virou “A Bruma Assassina” (sabe deus porque), esse filme mostra como é a genialidade de um diretor e os recursos que ele tinha na época.

The Fog começa na pequena ilha de “Antonio Bay”, uma homenagem a “Bodega bay” do filme “Os Pássaros” de Alfred Hitchcock. A história é muito bem contada, achei muito interessante que Carpenten criou ali. Bem parecido com Tubarão do Spielberg, você sabe que o monstro está ali, mas não vê ele. No tubarão ele usa os elementos como a musica e o próprio mar para criar o suspense que é mais forte que a própria criatura. Já em “The Fog” Carpenten usa o nevoeiro, luzes e sua própria trilha sonora para compor o cenário e aumentar o suspense.

Carpenter escreveu o filme junto com Debra Hill que o acompanhou ao longo de toda sua carreira produzindo e escrevendo em parceria a maioria de seus filmes.

Na primeira cena do fime temos um velho contando sobre uma maldição que a cidade abriga. Achei interessante ele começar com um idoso já preparando o cenário do que vai acontecer e mais para frente no filme ele aborda só a resolução e o mistério em torno da nevoa. Sabemos já que a cidade vai fazer 100 anos de sua fundação e que no seu aniversario algo vai acontecer.

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A comunidade de “Antonio Bay” tem uma radio que é comandada por Stevie Wayne (Adrienne Barbeau), podemos ver que ela é a melhor coisa do filme não só pelas melhores cenas serem dela, mas também pelo seu ar dramático que carrega o filme todo.

Carpenten foi sagaz, como disse em não mostrar o real perigo e sim só ameaça por trás da neblina. Uma das coisas mais legais do filme é esse ar de mistério que Stevie ilustra bem, quando o nevoeiro começa a avançar pela cidade. Ela narra pelo rádio por onde ele está vindo e pânico que se alastra é muito bem desenvolvido.

Algumas pessoas tentam se esconder dentro de uma igreja, e mais uma vez Carpenter usa a criatividade igual Hicthcock em “Os Pássaros” e não mostra o perigo por fora e sim a tensão dentro da igreja, o que cada um está passando, seus medos e o seu modo de encarar aquela situação que é muito mais interessante do que apresentar a real ameaça em si.

O filme ganhou um “remake” em 2005 que foi produzido pelo próprio Carpenter, mas alteraram totalmente a história e deixou, mais como um conto de fadas do que um filme de terror. Sem contar que tiraram todo aquele sentimento de medo do filme, para deixar um ar mais melancólico. Às vezes tenho saudades de filmes com esse ar de anos 80 onde os diretores não estavam preocupados em gerar sentimentos felizes no publico e sim especificamente o medo.

John Carpenter é um diretor que você precisa apreciar e ver toda sua obra com uma óptica e tirar o preconceito que filmes de terror são só sustos. A construção dramática as vezes é tão mais forte quanto a de um drama.

Vale à pena conferir esse filme. E um sustinho de vez em quando não faz mal a ninguém.

Nota:      

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