A Hora do Espanto (1985)

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Direção: Tom Holland / Roteiro: Tom Holland / Produção: Herb Jaffe, Jerry A. Baerwitz (Produtor Executivo) / Elenco: Chris Sarandon, William Ragsdale, Amanda Bearse, Roddy McDowall, Stephen Geoffreys

Talvez “A Hora do Espanto” seja o filme que mais vi em toda minha infância, clássico absoluto nas tarde dos anos 90 no extinto “Cinema em Casa” do SBT.  O filme tem um teor alto de terror com comédia, no qual apresenta o famoso “terrir” em seu roteiro. O filme não é uma maravilha dentro do gênero, mas da um banho em muitos filmes novos que se julgam terror.  Começando pela ótima maquiagem e efeitos de um filme de 1985, esse também é o primeiro filme do diretor Tom Holland que mais tarde dirigiria outra excelente franquia que é “Brinquedo Assassino” e “A Maldição” que é baseado num livro de Stephen King.

A trama que uma baita homenagem aos filmes clássicos de monstros, focando mais em “Drácula” ou até aquelas produções de vampiros da “Hammer House of Terror”. A Hora do Espanto consegue o que a maioria dos filmes de terror dos anos 80 não consegue, invocar um gosto nostálgico na trama e também encantar com os seus personagens que são maravilhosos. Como Charley Brewster (William Ragsdale) um jovem que ama filmes de terror e que acredita fielmente que seu novo vizinho é um vampiro. Nisso ele envolve seus amigos numa trama pra descobrir a verdade, ou melhor, fazer seus amigos acreditarem nele.

Aos poucos o filme também ganha um ar oitentista com algumas surpresas na trama como o gore, as músicas que embalam o filme como Devo, White Sister e J. Geils Band e também todo aquele ar espalhafatoso dos anos 80. Que é maravilhoso, principalmente com a namorada de Charley, que inexplicavelmente em três cenas totalmente distintas seu cabelo muda do nada.

O filme tem uma história muito bacana e um roteiro muito bem construído até. Charley é um adolescente que se vê numa sinuca de bico quando descobre que seu vizinho é um vampiro, então ele entra num mundo obscuro, onde ele só acreditava que existisse nos filmes apresentado por Peter Vincent. Sim! O nome dele é uma homenagem a Peter Cumshing e Vincent Prince. Aos poucos a vida de Charley muda completamente e ele é tomado pelo medo. Procurando seus amigos pra ajudá-lo nessa empreitada, sua namorada Amy (Amanda Bearse) e seu amigo “freak” Evil Ed (Stephen Geoffreys), ou na melhor dublagem tupiniquim “Maldoso”.

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Mas tudo isso cai por terra quando ninguém acredita em Charley. Quando ele procurar Peter para uma ajuda, ele leva outra balde de água fria. Principalmente quando o ator tem seu programa cancelado pela baixa audiência e também da uma lição a todos nos com a seguinte frase: “Hoje em dia ninguém se interessa por vampiros ou monstros. As pessoas só querem saber de malucos com mascaras correndo atrás de jovens inocentes”. E isso é uma verdade absoluta já que nos anos 80 temos vários filmes desse tipo como “Halloween”, “Sexta Feira 13” e “A Hora do Pesadelo”. Exemplo de franquias que conseguiram sobreviver aos anos 80. Mas tivemos milhares de filmes com essa mesma temática.  Isso é uma espetada clara aos filmes “Slasher”, uma curiosidade é que Francis Ford Coppola inaugurou esse estilo com “Demência 13”.

Jerry Dandrige (Chris Sarandon) o vampiro consegue transformar a namorada de Charley e Ed em vampiros, resta ao nosso amigo e Peter correr atrás pra matar o vampiro e ter seus amigos de volta. As cenas finais são espetaculares, com uma maquiagem divina. Principalmente com a de Ed se transformando de lobo em humano, é coisa digna de “Um Lobisomem Americano em Londres”. Richard Edlund que fez a maquiagem e efeitos do filme é um gênio, digo isso sem sobra de duvidas, já que ele trabalhou em clássicos do cinema como Star Wars, Indiana Jones e Caça Fantasmas. Mas como disse no começo da crítica o elenco é incrível! Temos um vampiro sádico e sarcástico, um matador de vampiros desacreditado e claro Charley que por muito tempo na minha infância era meu herói, principalmente com “A Hora do Espanto – Parte 2”.

O filme ganhou um remake em 2011, mas confesso que não gostei muito. Principalmente por colocar algo moderno numa coisa datada que da muito certo. Como o próprio Peter disse. Mas da para tirar alguma coisa do remake e ele consegue dar alguns sustos, eu disse que “consegue”. Mas um conselho do tio aqui, vá direto pra fonte e beba do original. Tom Holland foi ousado em seu primeiro filme e conseguiu reviver o gênero de vampiros e graças a ele tivemos um ótimo filme também dos anos 80 que é “Os Garotos Perdidos”. Agora é torcer pra que esse ótimo gênero do terror clássico, com seus ótimos monstros não caia. Porque dependendo dessa garotada de hoje estamos perdidos, infelizmente.

Nota: 

Baixe o filme com legenda aqui

 

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